bolo vegano de abóbora
Bolo de abóbora vegano com especiarias


4 janeiro, 2019

Quando pulamos 7 ondinhas à meia noite, desejamos paz, amor e saúde. Então, voltamos para casa e acordamos no dia seguinte para uma comemoração regada à churrasco e picanha. Como torcer pela vida no ano que se inicia se boa parte de nossos hábitos financiam morte? Como seguir perpetuando costumes que nada vão de encontro aos nossos desejos para o mundo? Até mesmo Anitta decidiu abrir os olhos em 2019, talvez, essa também seja sua hora de virar vegano 

quero virar vegano em 2019

Se diminuir o consumo de carne, fazer a transição para o vegetarianismo ou virar vegano são algumas das suas metas para o novo ano, quero que saiba, logo de antemão, que não será fácil, mas você não está sozinha nessa. Sei bem como é essa sensação de querer fazer algo e, ao mesmo tempo, se sentir atraída pelos velhos costumes, bem mais fáceis, bem mais cômodos.

 

Ao questionar nosso estilo de vida, ganhamos de brinde alguns sentimentos confusos, como o medo de fracassar, a urgência em querer que todos saibam a verdade e o alívio em, finalmente, dar o primeiro passo. Mas para que esse primeiro passo seja o início de uma longa caminhada é preciso ter muita certeza. E essa é minha primeira dica para quem deseja se tornar vegano em 2019.

 

Conheça os seus porquês

 

Por quê? Essa é a pergunta que mais vão te fazer quando você chegar em um lugar e falar que não está comendo carne ou dizer, não, nem mel. Qual é, então, o seu por quê?

 

Sentir firmeza na minha escolha foi o que me ajudou a enfrentar as dificuldades que surgiram no caminho. É claro que é muito mais fácil recorrer à manteiga do que descobrir novos sabores para passar no pão. É claro que é muito mais simples comprar o mesmo rímel, o mesmo detergente, ir as mesmas lojas do que pesquisar alternativas. Mas toda vez que eu me via diante de uma situação dessas, eu lembrava mentalmente os meus porquês.

 

Porque eu não quero contribuir com nenhuma forma de sofrimento nessa terra. Porque toda vida merece respeito. Porque toda vida importa. Porque meu corpo é um jardim, não um cemitério. Porque os animais sentem. Porque eu não preciso de nada de origem animal para ser saudável e feliz. Porque um boi, um porco e 180 frangos morrem por segundo só no Brasil e esses animais merecem amor, não um destino cruel.

 

Nessa dica, também está incluso fazer uma boa pesquisa sobre o que é veganismo, como ele pode ajudar o planeta, porque é uma escolha mais sustentável, como impacta na sua saúde, quais são as substituições na alimentação e todas aquelas outras dúvidas que são comuns e, sim, compreensíveis. Por mais que algumas pessoas perguntem em tom de deboche, trate todos igualmente com paciência e de forma didática. Rebater ironia e arrogância com compreensão e carinho é sempre a melhor resposta possível.

 

Inclusive, uma ideia: que tal uma série de posts rebatendo os principais argumentos contra o veganismo?Se você gosta da ideia, comente aqui embaixo para mim, sim?

 

Tendo, então, plena certeza dos seus motivos para se tornar vegano ou vegetariano, é a hora de partir para ação e para não dar nenhum passo em falso…

 

Recorra a profissionais confiáveis

 

Em especial, uma nutricionista. Faça exames de sangue e leve a um profissional que entende de vegetarianismo e veganismo. Porque, acredite, nada é mais desanimador do que buscar ajuda e escutar mas, pelo menos, ovo você tem que comer todos os dias. Não precisa ser um profissional vegano, mas que, ao menos, seja alguém pronto para atender esse público sem preconceitos e ideias equivocadas.

 

Se você não tem como bancar uma nutricionista agora, procure livros e perfis que compartilhem informação confiável nas redes sociais. Eu sempre indico duas maravilhosas, a Rafaela Mold e a Priscilla Mazza. O Dr. Eric Slywitch também é uma ótima fonte para quem quer virar vegano, tem livro, tem canal no youtube, tem blog…

 

O que não falta, atualmente, é informação de qualidade. Em 30 minutos no Scholar Google, você encontra diversos artigos científicos sobre os benefícios do veganismo e no próprio Netflix há disponível uma série documentários legais sobre o tema – por mais que muitos deles exijam um olhar crítico na hora de assistir.

 

Uma dica extra é, em meio a esses profissionais, buscar inspirações práticas. Encontrar perfis que conversem com sua realidade e mostrem, de forma simples, como é possível mudar o seu estilo de vida e virar vegano mesmo trabalhando e estudando, morando no interior ou sendo de uma família 0% vegana. Se a sua vibe não tem nada a ver com bowls coloridos, semente de linhaça e acordar às 5h para fazer yoga, procure veganos arroz com feijão, que falem sobre outros assuntos além dessa realidade zen que, na verdade, não é o objetivo do veganismo.

 

Você pode ir lá no meu instagram e jogar nos meus seguidores a palavra “vegan” ou, então, buscar por hashtags como #sejavegano, #veganismoacessivel, #mulheresveganas e #veganosbrasil. Mais do que palavras de incentivo e conforto, a maioria dos perfis tem várias comidinhas deliciosas e indicações bacanas de lugares para conhecer.

 

Seja gentil com você

 

A dica final, talvez, seja a mais importante: ser gentil e paciente consigo mesmo. No começo, ao virar vegano, é normal querer mudar o mundo. Você passa a olhar com outros olhos o cardápio dos restaurantes, os cosméticos nas prateleiras e a sessão de carne do supermercado. Aquilo deixa de ser normal, deixa de ser certo, e passa a incomodar. Passa a dar uma coceirinha na consciência e, por mais que você esteja fazendo o possível, sempre há o ímpeto por fazer mais.

 

Mas todos nós temos limitações. Todos temos um tempo. Respeitar seu momento atual é essencial para que essa transição seja mais leve e acolhedora. Eu não tenho como dar vida aquele frango congelado. Você não tem como impedir que as pessoas peçam omelete ao seu lado na padaria. Não existe lâmpada mágica para acabar com a exploração animal. Existe, sim, fazer escolhas mais conscientes, éticas e amorosas.

virar vegano, por onde começar

E é justamente por ter aberto os olhos (e o ) que qualquer desvio nesse caminho causa tanta frustração. Desde comer algo sem querer até comprar um shampoo sem saber se era vegano ou não. Desde comer um pedaço de queijo em uma manhã difícil até continuar usando aquele blush testado em animais que estava na gaveta.

 

O que eu quero que você entenda é que está tudo bem. Essa não é uma competição para ver quem é mais protetor dos animais. Virar vegano não significa uma busca pela perfeição. Todos nós estamos tentando fazer algo pelos animais, cada um a sua maneira. Não existe jeito certo de fazer a transição para o veganismo. É normal se equivocar sobre as marcas, ter dúvidas, comer algo sem querer (ou por querer) e, às vezes, dar um passo para trás.

 

O que não pode acontecer é deixar essa culpa tomar conta de você. É sentir que você não está fazendo o suficiente, porque você está. Nesse momento, nas suas atuais circunstâncias, você está. Essa frustração não pode acabar com a sua vontade de mudar, com a sua vontade de seguir impactando positivamente. Com o tempo, o caminho deixa de ser íngreme, cheio de pedrinhas, e se torna uma reta com uma vista pra lá de espetacular. Confia.

 

Se você quer virar vegano ou vegetariano em 2019, o meu muito obrigada. Muito obrigada por tomar essa decisão altruísta de mudar a sua rotina e abrir mão de coisas que você gosta pela vida dos animais. Muito obrigada por ser mais uma pessoa pensando em como podemos tornar o mundo um lugar mais. Muito obrigada por dar voz a quem precisa e ainda mais força ao veganismo.

 

No que eu puder ajudar nessa decisão de virar vegano, estou aqui. Mande uma mensagem, um e-mail ou um inbox. E que, em 2019, a compaixão, enfim, alcance todas as formas de vida.

 

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14 junho, 2018

A temperatura diminui e não me restam dúvidas: meu coração pertence ao verão. Ao calor, vestidinhos frescos, água de coco e céu azul. Me desculpem os fãs de sobretudo e cachecóis, mas não podemos nos esquecer que o frio é cruel com aqueles que não conseguem se proteger dos seus ventos gelados. Não tem nada de glamouroso em passar a noite na rua quando o termômetro marca 12 ºC, ou, então, ver animais abandonados falecerem por não encontrarem abrigo. Quando chega o frio, é hora de tirar o casaco e a solidariedade do armário.

COMO SER SOLIDÁRIO NO FRIO - DOAÇÕES (1)

Um ato generoso aquece o seu coração e os dias daqueles que não podem recorrer às cobertas, chocolate quente e aquecedor. Compartilhei abaixo algumas atitudes que podemos tomar para transformar esse inverno em uma época acolhedora para todos!

 

Como ser solidário no frio?

 

Doe peças que não usa mais

 

Chegou o momento de desapegar. Sabe aquele casaco que você comprou na promoção, mas não tem nada a ver com você? Ou, então, aquela calça jeans que está muito apertada? Pois bem. Desapegue. Deixe o seu armário mais leve e o inverno de alguém mais quente.

 

Ao fazer essa limpeza no armário, considere tudo: cobertores, meias, pijamas, luvas, calçados, entre outras peças. Coloque-se no lugar de quem vai receber a doação. Tenha uma postura de comprometimento e respeito diante do outro. Seu apego aos bens materiais não deve se sobrepor a uma necessidade real de sobrevivência.

 

Distribua marmitas quentinhas

 

Fome + frio não é uma equação agradável, certo? Mas é isso o que acontece com muitas das pessoas em situação de vulnerabilidade social. As dificuldades do dia a dia, em conseguir um banho, um lugar para dormir e um prato de comida, se agravam quando cai a temperatura.

 

Tire um dia na semana para cozinhar uma grande quantidade de comida. Prefira alimentos que sustentem bastante, como, por exemplo, uma sopa a base de carboidratos com batata, mandioca e macarrão. Distribua a quantidade em marmitinhas e entregue aos moradores de rua. Lembre-se, porém, de manter a empatia. Inicie um diálogo, pergunte o nome da pessoa, a idade e, principalmente, se ela aceita. Se a resposta for negativa, não force.

 

O ser humano à sua frente tem uma história e é preciso respeitá-la. O altruísmo não exige nada em troca. Por isso, não queira se colocar em um pedestal ou fique brava por não ouvir um obrigado. Criar essa corrente do bem não é em prol do seu ego e, sim, em prol do outro.

 

Crie sua própria campanha do agasalho

 

Faça isso na sua empresa, escola, bairro, farmácia, igreja, mercado ou seja lá qual for o lugar em que trabalha ou frequenta. Separe uma caixa grande de papelão, prepare alguns panfletos e avise por aí que está recolhendo doações.

 

Tome a iniciativa! Não espere que façam por você. Ser solidário no frio, no outono, no verão ou primavera só depende de você. 

 

Compre uma roupinha para animais abandonados

COMO SER SOLIDÁRIO NO FRIO - ANIMAIS (1)

Não são só os humanos que sofrem no inverno. Imagine como é ser um cachorro ou gato abandonado vagando pelas ruas de uma cidade fria. Assim como com moradores de rua, você pode deixar em pontos estratégicos potinhos com água e ração para esses animais. Ou, então, andar com uma bolacha extra na bolsa!

 

Além disso, comprar uma roupinha também é uma ótima forma de diminuir o sofrimento desses bichinhos. Se você é costureira, coloque a mão na massa e crie agasalhos especiais para os gatinhos ou cachorros. Mas cuidado! Antes de vestir o animal, certifique-se de que ele não é bravo e não se esqueça o quanto ele precisa de carinho. 

 

Apesar de existirem pessoas más intencionadas, dê preferência às roupinhas com zíper ou velcro. Assim, quando o animal sentir calor, será mais fácil de tirá-las.

 

Operação Baixas Temperaturas

 

Foi essa campanha da prefeitura de São Paulo que me incentivou a escrever este post. Vi um cartaz em um ônibus e, imediatamente, anotei o número para não esquecer.

 

Quando a temperatura estiver abaixo ou igual a 13 ºC, você pode ligar para número 156 e informar onde viu uma pessoa em situação de risco. Agentes irão até o local e oferecerão acolhimento para essa pessoa. São cerca de 400 profissionais trabalhando exclusivamente nessa abordagem nas ruas.

 

A prefeitura e o governo de São Paulo pecaram muito nos últimos anos, mas, como essa ação existe, é importante cobrar para que seja colocada em prática.

 

Olhe se na sua cidade não há algo parecido! O estado deve assumir a responsabilidade para garantir que todos tenham seus direitos assegurados, principalmente, em épocas como no inverno.

 

Viu só como ser solidário no frio não é tão difícil? Se envolva com o próximo e assuma sua parcela de responsabilidade. Por fim, pratique, acima de tudo, o amor, porque ele, sim, além dos cobertores, pode nos aquecer nesse inverno ❤

 

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3 janeiro, 2018

Quem acompanha desde o início essa saga de posts todos os dias em dezembro, viu no 31 coisas para fazer em 31 dias, que um dos meus desejos neste mês era doar sangue pela primeira vez. Essa, no entanto, é uma vontade antiga, mas algo sempre me impedia. Primeiro, a idade. Depois, o peso. Nos últimos anos, as tatuagens. Então, em 2017,, antes de enfrentar as agulhas para o quinto desenho na pele, decidi ir até um posto de coleta e, enfim, doar sangue pela primeira vez. 

DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ COLSAN

Como é doar sangue pela primeira vez?

1º A escolha do posto de coleta

 

Muito cuidado com o Google nessa hora, pois muitos dos lugares estão desatualizados. Eu fui em dois na região da Vila Mariana e Santa Cruz (Hospital Albert Einstein e Hospital Santa Cruz) e ambos não faziam mais ou nunca fizeram a coleta. Para se sentir mais segura, pesquise opiniões, veja se conhecer o hospital, procure imagens, o que precisar.

 

Eu fui no Colsan, Associação Beneficente de Coleta de Sangue, do Tatuapé. Eles tem outras unidades espalhadas por São Paulo, as quais você consegue ver no site. Para mais postos de coleta pela cidade, clique aqui.

 

2º Cuidados antes de doar

 

Muita gente acha que você precisa ir doar sangue em jejum, mas, pelo contrário, é importante ter se alimentado antes, evitando apenas alimentos gordurosos 3 horas antes. Além disso, existem outros cuidados como não ter ingerido álcool nas 12 horas anteriores ou algumas medicações específicas, ter dormido bem e estar, no geral em boas condições de saúde. Pesquise bem sobre os critérios de inclusão e exclusão.

 

3º Na recepção, pré-triagem e triagem clínica

DOAR SANGUE PELA PRIMEIRA VEZ ENTRVISTA

Vou contar aqui como foi no Colsan, mas os processos podem ser diferentes em outros lugares. Primeiro, passei minhas informações pessoais para a recepcionista, que me encaminhou para a pré-triagem. Lá, me pesaram, conferiram meu pulso, pressão, febre, altura e fizeram um teste de anemia com uma picadinha no dedo que “doeu” mais do que a própria doação de sangue.

 

Depois, fui encaminhada para a entrevista que dura cerca de 5 minutos. São várias perguntas, dentre elas: dormiu bem? Toma alguma medicação? Tem diabetes? Fez alguma extração dentária? Tem filhos? Tem piercing ou tatuagens? E por aí vai. Estando de acordo com todos os critérios, você vai para a sala de coleta.

 









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